China à vista

A comitiva presidencial deu início nesta quinta-feira a uma visita à China, país onde o presidente, Jair Bolsonaro, e seis de seus ministros ficam até a manhã de sábado. Num giro pela Ásia e Oriente Média, a missão em solo chinês é considerada ponto alto: a China é o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009 e suas empresas já investiram por aqui mais de US$ 80 bilhões.

Na primeira noite, em jantar oferecido pela Fiesp com empresarários chineses (foto Divulgação Planalto) um anúncio inusitado: os chineses não mais precisarão de vistos para entrarem no país a negócios ou a turismo. Os termos ainda não foram detalhados, mas é um visto que permitirá apenas uma estada temporária. O acordo não exigirá reciprocidade, ou seja, os brasileiros continuam necessitando de visto para entrar na China.

Pelo menos três ministros já estavam na China desde o início da semana. A titular da pasta da Agricultura, Teresa Cristina, da Cidadania, Osmar Terra, e da Casa Civil, Ônyx Lorenzoni. Em encontros com governo e empresas estatais e privadas, as conversações seguiram em torno da atração de mais investimentos, mas nenhum anúncio foi ainda divulgado, ou mesmo acordo específico para setores.

Uma empresa brasileira, no entanto, anunciou uma parceria de peso. O frigorífico Minerva, de Goiás, fechou com a chinesa Joey Foods a primeira joint-venture de carne brasileira na China. Os brasileiros ficarão com 51% das ações.

Nesta sexta-feira, será o dia de um seminário empresarial, com a participação de toda a comitiva oficial brasileira, além de encontros bilaterais de Bolsonaro com Li Zhanshu, Presidente da Assembléia Popular Nacional da República Popular da China, com Li Keqiang, primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, e com Xi Jinping, o presidente chinês.

É um momento interessante para a visita. Em novembro, Xi virá ao Brasil para a Cúpula dos BRICS, que reúne também Rússia, Índia e África do Sul e que ocorrerá em Brasíla.

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