Cônsul-geral da China em São Paulo destaca em entrevista desenvolvimento chinês

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Nesta sexta-feira, 1 de outubro, os chineses celebram os 72 anos da fundação da República Popular da China. Por ocasião da data, o Radar China conversou com a cônsul-geral da China em São Paulo, Chen Peijie. Confira abaixo como foi a entrevista:

Caros amigos, sou Chen Peijie, Cônsul-Geral da China em São Paulo. É um grande prazer ser entrevistada pelo Radar China. Nossa jurisdição consular abrange os estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Moro e trabalho aqui há quatro anos e gosto cada vez mais desta terra, do seu povo hospitaleiro, sua riqueza cultural e suas paisagens maravilhosas. É particularmente gratificante testemunhar a simpatia dos brasileiros para com os chineses, a curiosidade deste povo pela cultura chinesa e o grande interesse em conhecer mais sobre o desenvolvimento do meu país e a governança do Partido Comunista da China (PCCh). Portanto, aproveito a oportunidade para saudar e agradecer os amigos de todos os segmentos que vêm apoiando o relacionamento bilateral. É uma grande satisfação ter esta interação com vocês.

1. O ano de 2021 é especialmente importante para o Partido Comunista da China, posto que em julho ele completou 100 anos. O que destaca na construção desta história e na importância do Partido para a China hoje?

Chen: O Partido Comunista da China é a garantia mais fundamental de tudo o que o país conquistou até hoje. No espaço de um século, a pequena agremiação de 50 membros tornou-se um grande partido com mais de 95 milhões de afiliados, que levou a China a sair de um passado pobre e debilitado para abraçar a independência, a liberdade, a democracia, a reunificação e a prosperidade. Com isso, a nação chinesa realizou três saltos históricos ao levantar-se, prosperar e fortalecer-se, criando um milagre ímpar na história da civilização humana, além de contribuir com a sabedoria chinesa, a proposta chinesa e a força chinesa para a paz e o desenvolvimento do mundo.

Sob a liderança do PCCh, a nação chinesa levantou-se. Uma das quatro civilizações mais antigas do mundo, a China tem uma história cultural de 5 milênios. No entanto, desde a Guerra do Ópio em 1840, com a invasão das potências ocidentais e a decadência do regime feudal, o povo chinês sofreu com a penúria em uma sociedade reduzida à condição semi-colonial e semi-feudal. Criado em 1921, o PCCh liderou o povo em uma luta de 28 anos até a fundação da República Popular em 1949. Com isso, trouxe a independência e a emancipação e pôs fim a milênios de autocracia
feudal para dar lugar à democracia popular, iniciando a jornada histórica do grande rejuvenescimento da nação chinesa.

Sob a liderança do PCCh, o povo chinês prosperou. Com a implementação da política de Reforma e Abertura a partir de 1978 e graças ao trabalho árduo de todos os chineses, a China deixou para trás a preocupação com a simples subsistência e figura hoje como a segunda economia do mundo, com o maior setor manufatureiro e o maior
volume de comércio de mercadorias. O PIB chinês responde por 17% da economia mundial e contribui, durante anos, para mais de 30% de seu crescimento. Pela primeira vez na história, a China acabou com a pobreza absoluta em seu território, realizando um sonho milenar dos chineses. Com isso, a China anunciou no início do ano que, alcançou, com 10 anos de antecedência, um dos Objetivos da Agenda do Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030.

Sob a liderança do PCCh, o país fortaleceu-se. Com a entrada do socialismo com características chinesas em uma nova era, o PCCh adotou novos conceitos para transformar o modelo de crescimento, otimizar a estrutura econômica e construir uma civilização ecológica e um ativo cultural. Hoje o desenvolvimento chinês avança em direção a melhor qualidade, maior eficiência com mais justiça social e sustentabilidade, visando a segunda meta centenária de tornar a China uma potência socialista modernizada. O aumento do poderio nacional se traduz na responsabilidade assumida pela China em assuntos internacionais. Ao mesmo tempo, o governo chinês tem enfatizado que a China, por mais forte que esteja, jamais buscará a supremacia, diferentemente do que acontece com outros países. Em vez disso, a China se manterá fiel aos conceitos da defesa do multilateralismo, do desenvolvimento pacífico e da cooperação de ganho mútuo a fim de construir uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade.

Sem o Partido Comunista, não haveria a China de hoje nem o grande rejuvenescimento da nação chinesa. Essa é a conclusão mais primordial e mais importante a que o povo chinês chegou a partir da experiência histórica e do conhecimento pessoal. O caminho de sucesso aberto pelo povo chinês e os grandes feitos desse mesmo povo devem-se à liderança do PCCh e ficarão registrados na história da nação chinesa e de toda a humanidade.

2. O Partido Comunista da China tem ampla aprovação do povo chinês, e isso se dá, em parte, por conquistas que garante ao país e à sua população. Dois exemplos recentes são a gestão da pandemia do novo coronavírus dentro da China e a eliminação da pobreza extrema no país. Tais feitos refletem de alguma forma missões do partido?

Chen: Concordo com o que você disse. Servir ao povo de forma dedicada é o propósito fundamental do Partido Comunista da China. O presidente Xi Jinping afirmou que “o país é de seu povo; as pessoas vêm do país. Ao lutarmos para estabelecer e consolidar nossa liderança, estamos trabalhando para ganhar e manter o apoio do povo.” O PCCh, desde sua fundação, assume como missão primordial trazer bem-estar aos chineses e revitalização à nação chinesa. Os interesses fundamentais da grande maioria da população constituem o mais alto critério do Partido ao tomar qualquer decisão ou definir qualquer política. Trata-se de um princípio consagrado no Estatuto do Partido e na Constituição chinesa.

Os dois exemplos que você citou ilustram exatamente como o PCCh coloca em prática essa missão primordial. No combate à pobreza, o Partido segue o princípio de que “ninguém deve ficar para trás na construção de uma sociedade moderadamente próspera”, e inúmeros membros do Partido se voluntariaram para trabalhar em regiões mais difíceis. Graças a esses trabalhos incansáveis, a pobreza absoluta foi erradicada do território chinês. Nada menos que 850 milhões de pessoas deixaram de viver na miséria e a China contribuiu com 70% para as ações globais nessa área. Antônio Guterres, Secretário-Geral das Nações Unidas, afirmou que as grandes conquistas da China na redução da pobreza deram importantes contribuições para a realização de um mundo melhor e mais próspero delineado pela Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e trouxeram esperança e encorajamento a toda a comunidade internacional. No combate à pandemia, o Partido e o governo da China seguiram o conceito de priorizar as pessoas e sua saúde ao adotar as medidas de contenção mais abrangentes, rigorosas e minuciosas. Fazem de tudo para salvar a vida e preservar a saúde da população ao disponibilizar testes , vacinação e tratamento de pacientes de forma gratuita. Também são inúmeros os membros do Partido que tiveram o arrojo de encarar o perigo desconhecido e trabalhar nas áreas afetadas pelo vírus. Nessas duas batalhas, houve pessoas que deram sua vida na linha de frente. Posso dar mais um exemplo. O presidente Xi Jinping impressionou a população ao declarar que “os apartamentos servem para moradia e não para especulação”. A frase mostra a intenção de conter a expansão desordenada do capital e garantir o bem-estar do povo com o compartilhamento de mais frutos tangíveis do desenvolvimento. Isso reflete a filosofia na governança do Partido, ou seja, todas as ações são voltadas para o bem da população.

Para o Partido, o povo sempre tem prioridade. A prosperidade comum e a justiça social fazem parte da agenda do Partido para servir ao povo. Vir do povo, confiar no povo e servir ao povo, essa é a lógica que viabilizou o sucesso do Partido Comunista da China ao longo dos últimos 100 anos.

Por esse motivo os chineses vivem o melhor padrão de vida da história e estão caminhando para concretizar a prosperidade comum. O PIB per capita da China já ultrapassou a marca de US$ 10 mil, e a classe média chinesa é a maior do mundo, com mais de 400 milhões de pessoas. Hoje a China conta com o maior sistema de seguridade social do mundo, o que facilita cada vez mais o acesso da população a cuidado infantil, educação, emprego, serviços médicos, amparo a idosos, habitação e assistência a grupos vulneráveis. Além disso, com a harmonia e estabilidade sociais, a China é amplamente reconhecida como um dos países mais seguros do mundo.

3. Que valores do Partido Comunista da China a senhora destacaria como essenciais para a consolidação do processo de desenvolvimento chinês?

Chen: O Partido Comunista da China tem um conjunto de valores muito rico, que se originou da cultura tradicional, tomou forma nas revoluções e se desenvolve com os parâmetros socialistas de nossa era. Assente nos ideais e convicções do marxismo, o PCCh sempre busca adaptar a doutrina marxista às realidades da China e trazer inovações teóricas. A meu ver, vale a pena salientar os seguintes aspectos:

Em primeiro lugar, ter autonomia e autoconfiança. Desde os anos de guerra até o período de paz e construção, o PCCh buscou e conseguiu encontrar um caminho condizente com as condições nacionais e levou o povo chinês a alcançar inúmeras vitórias contando com a própria força. E este caminho é o socialismo com características chinesas. Partindo da própria realidade, o Partido e o povo “arregaçaram as mangas para trabalhar duro”, e abriram um caminho da inovação autônoma com as próprias características, conquistando grandes saltos no poderio científico e na capacidade de inovação. Se no início da República Popular, a China importava até fósforos e pregos, hoje o país é líder mundial em comunicações quânticas, inteligência artificial e 5G, buscando um alto nível de autossuficiência na área de ciência e tecnologia.

Em segundo lugar, emancipar a mente e buscar a verdade nos fatos. As ações do Partido são baseadas na realidade, sem seguir cegamente as teorias ou ordens superiores. Em sintonia com o cenário contemporâneo e as transformações na realidade nacional, foi desbravado o caminho do socialismo com características chinesas e tomada a decisão histórica de implementar a Reforma e Abertura, o que liberou e desenvolveu no mais alto grau as forças produtivas da sociedade. Quando as reformas entraram em “águas profundas” e encontraram maiores dificuldades, o
Partido teve o arrojo político de eliminar males arraigados que restringiam e dificultavam o desenvolvimento e conseguiu resultados decisivos em áreas importantes e elos chave através de 2.400 iniciativas. Em todo o processo de reforma, o Partido sempre persistiu e aperfeiçoou o socialismo com características chinesas e promoveu a modernização do sistema e da capacidade de governança nacional. Alcançou a unidade orgânica da reforma, do desenvolvimento e da estabilidade, sem prosseguir no caminho antigo da política rígida de portas fechadas, nem optar pelo caminho errôneo do abandono do socialismo.

Em terceiro lugar, buscar a inclusão, o compartilhamento dos benefícios e o progresso comum. O processo de globalização econômica e a pandemia que vivemos agora deixam mais evidente o fato de que o mundo é uma comunidade de futuro compartilhado. Não há mais espaço para a lógica antiquada de levar vantagem em
tudo, nem para a política de “empobrecer o vizinho”. Essas atitudes só fecham portas e acabam bloqueando o próprio caminho. O presidente Xi Jinping enfatizou que “o progresso da sociedade humana requer esforços contínuos de todos os países para promover abertura ao invés de isolamento, cooperação em vez de confronto e ganhos mútuos em lugar de monopólio dos benefícios.” Para tanto, nos assuntos internacionais, o Partido Comunista da China defende a construção de uma comunidade de futuro compartilhado e busca colocar esta ideia em prática promovendo a participação ativa na cooperação internacional em diversos campos. Na cooperação para o enfrentamento conjunto contra a pandemia, por exemplo, a China já disponibilizou à comunidade internacional 1,25 bilhão de doses de vacinas e vai doar ainda este ano 100 milhões de doses adicionais aos países em desenvolvimento. Somente com a inclusão, o compartilhamento de benefícios e o progresso comum é que se traz a prosperidade ao mundo e se cria um futuro promissor para a humanidade.

4. Há muitas críticas ao Partido Comunista da China entre estrangeiros, incluindo o fato de a China supostamente sem garantir liberdade a seus cidadãos, ou democracia. Como a senhora encara estas críticas e como enxerga a dinâmica social entre governo e cidadãos dentro da China?

Chen: A democracia é um componente fundamental de uma sociedade civilizada. Entretanto, existem diferentes interpretações do que é a verdadeira democracia e do que é apropriado para cada sociedade. O objetivo do Partido
Comunista da China é fazer do povo o dono do país. Para tanto, foi efetuado um grande número de tentativas a fim de alcançar não apenas uma “democracia processual”, como também uma “democracia substantiva”.

O sistema de Assembleia Popular é o regime político básico na China. Os representantes provêm de todas as camadas sociais, incluindo camponeses, operários e intelectuais. Portanto, eles têm acesso direto a reivindicações e preocupações das massas populares, e conseguem relatar os problemas e resolvê-los de forma tempestiva. Uma representante popular de origem camponesa, por exemplo, mobilizou mulheres de sua aldeia para participar da produção social e lutar por salários iguais para homens e mulheres pelo mesmo trabalho. Por causa da proposta
dela, esse princípio passou a ser consagrado na Constituição. Um representante que trabalha com limpeza urbana apresentou propostas para restringir o uso de fogos de artifício e fazer a classificação dos resíduos. Essas medidas protegem o meio ambiente e o interesse dos trabalhadores. São exemplos que ilustram como a
“democracia à chinesa” funciona na prática.

A China está empenhada em desenvolver uma democracia popular para todo o processo. Além de seguir e aperfeiçoar o sistema de assembleias populares, o arcabouço institucional para garantir que o povo seja dono do país inclui ainda a cooperação multipartidária e a consulta política, a autonomia regional por etnias minoritárias e a autogestão popular no nível de base. Ou seja, há diversos canais e meios para que o povo exerça seus direitos democráticos. Este tipo de democracia não se reflete apenas em eleições periódicas, mas também na tomada de decisões sobre importantes assuntos públicos e estatais; não se reflete apenas nas eleições democráticas em si, mas também em outros aspectos da governança nacional, tais como consulta democrática, tomada democrática de decisões, gestão democrática e
supervisão democrática; não se reflete apenas no campo político, mas também em outros campos como o econômico, o cultural e o social, tornando-se parte integrante do trabalho e da vida do povo.

Um fenômeno bem característico da China, por exemplo, é o que chamamos de “democracia de banquinho”. Na área rural, os aldeões colocam seus banquinhos na sombra de uma grande árvore no centro da aldeia para debater sobre os assuntos administrativos. A discussão pode ficar bem acalorada, mas sempre termina com um aperto de mão. Essa prática melhorou a participação política e ajudou a formar um amplo consenso e a alcançar decisões científicas.

Em maio do ano passado, foi promulgado o Código Civil da República Popular da China. Durante o processo legislativo, o Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional fez 10 consultas públicas, organizou três debates entre os representantes populares e realizou seminários para estudar as questões mais polêmicas. Muitas sugestões construtivas foram incorporadas resultando em um Código abrangente e sólido, que dá plena garantia aos direitos da população.

Várias pesquisas internacionais mostram que, durante os últimos anos, mais de 90% dos chineses têm mostrado satisfação e apoio ao Partido e ao governo da China, o maior índice do mundo. Isso se deve ao reconhecimento do povo chinês em relação à sabedoria política e à capacidade de governança do Partido Comunista da China e a
sua plena confiança no regime e no caminho da China. Esse apoio também é resultado de repetidas comparações e inúmeros fatos e testes. Nos últimos 100 anos, o PCCh e o povo chinês formaram, ao longo do tempo, um laço inseparável, o que torna impossível qualquer tentativa que queira dividir o Partido e o povo ou colocá-los em
confronto.

Você mencionou algumas críticas. Gostaria de salientar que estamos dispostos a ouvir e aceitar críticas bem-intencionadas e construtivas, mas não vamos dar ouvido àquelas de má-fé. O presidente Xi Jinping disse que “a democracia não é privilégio de um determinado país, mas um direito de todas as nações.” A democracia é um valor
comum de toda a humanidade, mas não há uma única receita para colocar a democracia em prática. Para julgar a qualidade de uma forma de democracia, é essencial avaliar se ela está em sintonia com a realidade nacional, se ela pode trazer estabilidade política, progresso social e melhoria do padrão de vida, se ela representa os interesses gerais do povo, se ela tem o apoio da população e se ela contribui para o progresso da humanidade. A democracia da China está enraizada na história e na cultura chinesas, condiz com a realidade nacional, passou por testes na prática e tem
apoio popular. Portanto, o Partido Comunista da China vai seguir este caminho correto e a levar adiante a “democracia à chinesa”.

5. Assim como a China, o Brasil é um país em desenvolvimento, e a rápida ascensão chinesa sem dúvida alguma pode ser uma inspiração para o Brasil. Mesmo que aqui nem todos os processos adotados na China possam ser copiados, dado que
cada país tem suas particularidades, é fato que intercâmbios com integrantes do partido e com dirigentes chineses pode ser frutíferos para o Brasil. O que a senhora destaca nestas trocas institucionais entre Brasil e China?

Chen: O desenvolvimento com sucesso da China é o exemplo do fortalecimento dos países em desenvolvimento do terceiro mundo, e das forças que defendem a paz, bem como o fruto de intercâmbio e aprendizado mútuo entre diferentes civilizações. A China, cujo êxito não se separa do apoio de todos os países, está disposta a compartilhar suas experiências e propostas com o resto do mundo.

Sendo os maiores países em desenvolvimento nos hemisférios oriental e ocidental e as economias emergentes importantes na esfera global, a China e o Brasil possuem semelhanças e diferenças e estão na fase de desenvolvimento semelhante, tendo como caraterísticas população grande, volume econômico acentuado e o desequilíbrio do desenvolvimento interno. Em busca da prosperidade e êxito do país, temos muito a aprender um com o outro e gostaria de fazer a proposta dos pontos seguintes com base na experiência chinesa:

Em primeiro lugar, é importante formular uma estratégia de desenvolvimento de longo prazo, definir os planejamentos específicos e implementá-los de forma sustentada. Em períodos históricos diferentes, o Partido Comunista da China formulou políticas e estratégias em sintonia com os respetivos cenários. Após a Reforma e Abertura, o Partido determinou a tarefa centrada na construção econômica e estabeleceu a meta de transformar a China num país socialista moderno próspero, democrático, civilizado e harmonioso, além de definir a estratégia para implementar
e desenvolver o socialismo da Nova Era com caraterísticas chinesas.

Simultaneamente, a formulação e execução de planos quinquenais, o estabelecimento de zonas-piloto também fazem parte da nossa experiência bem-sucedida. Entrando no Século XXI, o Partido lançou as metas de construir plenamente uma sociedade moderadamente próspera que beneficiaria mais de 1 bilhão de pessoas até 2020, realizar basicamente a modernização socialista até 2035 e virar uma potência socialista moderna até 2050. Com essas linhas e políticas corretas e sustentáveis, vimos unir forças para lutar juntos pela nossa meta e as conquistas ocorrem uma após outra com a prática efetiva das metas definidas.

Em segundo lugar, a coesão das forças de todos. A cultura chinesa, que possui uma raiz profunda e integração ampla, é o gene comum de todos os chineses, que reúne as pessoas com muita força coesiva. O reconhecimento cultural proporcionou o nosso lar espiritual de união e solidariedade, bem como uma comunidade de destino comum da nação chinesa. O Partido preza o papel da frente unida com a tentativa de estabelecer um novo regime partidário, isto é, o sistema de cooperação multipartidária e consulta política sob a liderança do Partido Comunista da China, formando a mais ampla frente patriótica com os patriotas de diversas classes, etnias, e  partidos no país e no exterior, lutando juntos para a revitalização nacional. Ao mesmo tempo, o Partido faz com que todas as forças amistosas da
comunidade internacional apoiem o desenvolvimento chinês, reconheçam o conceito chinês e a contribuição chinesa para o mundo.

Gostaria de aproveitar para recomendar o livro “A Governança Da China” como referência. Acredito que esse livro vai melhorar vosso entendimento sobre o conceito e o caminho do desenvolvimento da China. Claro, devemos intensificar o intercâmbio sobre a governança do país. Por exemplo, no aspecto de desenvolvimento sustentável, o Brasil tem muito que a China pode aprender. Espero que possamos alcançar o desenvolvimento comum e promover o progresso da humanidade através desse aprendizado mútuo. 

Obrigada.


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