Podcast 11 Horas traz novidades da China

A partir de agora, todas as segundas, quartas e sextas-feiras, o podcast 11 Horas, do Radar China, traz as principais novidades da China e da relação Sino-Brasileira para os ouvintes. Para acessar, basta visitar o Anchor em www.anchor.fm/radar-china para conferir. Ele também está disponível nas principais plataformas (links ao final deste texto).

Para começar, o que se ouviu no primeiro episódio do 11 Horas, de 23 de agosto de 2021. Em solo chinês, o governo celebrou no domingo que conteve a transmissão da variante delta via transmissão comunitária. Foi o primeiro dia sem novos casos transmitidos internamente desde julho, e que provocaram desde então medidas duras de isolamento em diversas cidades e regiões, caso de Nanjing e de Guangzhou, por exemplo. 

Ainda há restrições, mas o turismo interno já voltou a ser liberado em diversos locais que andaram fechados. Para analistas, o feito deve reforçar o sucesso de medidas de covid zero que a China adota desde o início da pandemia, deixando o país fechado pelos próximos meses, pelo  menos. Hoje, visto de turismo e de negócios na China estão suspensos.

O país, aliás, já aplicou um bilhão e novecentas mil doses de vacina e espera, segundo o seu principal epidemiologista, Zhong Nanshan, atingir a imunidade de rebanho até outubro, quando a imunização completa deve chegar a 80% da população. Segundo estudo liderado por Zhong, as vacinas de vírus inativado contra a Covid-19 produzidas pela China, caso da CoronaVac, protegem contra a Delta. Uma dose, no entanto, não oferece proteção. Ou seja, é preciso garantir o esquema vacinal completo.

A China teve ainda no final de semana a aprovação da nova lei de proteção de dados, que deverá entrar em vigor em novembro deste ano. Na semana passada, outra lei bastante comentada entrou em vigor: a que permite às famílias terem três filhos. A medida é vista como uma tentativa do governo de frear o envelhecimento da população ao estimular famílias maiores, depois de uma polícia de filho único que durou do início dos anos de 1980 até 2015, quando todos os casais foram liberados a terem o segundo filho. Só falta combinar com a população: custos altos de educação, saúde e moradia, além de mudanças culturais, desencorajam famílias com prole numerosa. 

Mas falando em números, o Conselho Empresarial Brasil-China divulgou no início de agosto um estudo importantíssimo, e o mais completo até então, sobre investimentos chineses no Brasil de 2007 a 2020. No período, segundo o conselho, foram investidos US$ 66 bilhões em 176 projetos pelos chineses no Brasil. Energia soma o maior montante. Agricultura, palco de controvérsias e críticas, tem só 3% deste valor. O estudo está online na página do conselho, www.cebc.org.br e vale uma leitura atenta.

Para encerrar, 3 convites especiais:

O curso O Ninho do Pássaro, ministrado pelo doutorando em Literatura Clássica chinesa pela Universidade de Wuhan, Calebe Guerra, está com inscrições abertas. Em quatro aulas em setembro, serão discutidos temas como filosofia, sociedade, textos antigos e teorias literárias. As aulas serão nas tardes dos sábados de setembro e custam cem reais. Quem quiser mais informações basta escrever para o email calebe@aboio.com.br.

No dia 26 de agosto, próxima quinta-feira, às 19h, o projeto Looking China, que traz trabalhos de cineastas jovens do mundo inteiro sobre a China, apresenta dois documentários curtas metragens em uma sessão comentada pelos realizadores e pela professora Cecilia Mello. Blessed Peaches e Goodbye Che Bei estão na programação. A transmissão é no canal oficial da ECA-USP do Youtube. O Looking China, aliás, já foi tema de live no Radar China, no projeto Sombra Elétrica, que tem produção e apresentação da cineasta Milena Moura.  Pode procurar na playlist Sombra Elétrica do canal do Radar China no youtube: www.youtube.com/c/radarchina. Em breve, no podcast revisitarmos este episódio.

Aliás, também na quinta, às 18h, eu converso com Rafael Cunha de Almeida no canal do Radar China sobre as relações da China e do Afeganistão. Rafael tem mestrado em Defesa e Estratégia na National Defense University de Beijing e é doutorando em políticas públicas pela UFRGS. Vai ser um debate importante sobre um tema que tem sido central na política externa dos últimos meses na China. E, claro, o papo virá para o formato podcast logo, logo.

Para encerrar, uma nota triste. Morreu neste final de semana o professor Hu Xudong, um dos principais acadêmicos a atuar na relação e na pesquisa sino-brasileira. Ele tinha 47 anos e trabalhava no Departamento de Língua Portuguesa da Universidade de Peking.

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