Radar China lança grade de cursos online sobre a China de janeiro a abril

Uma série de sete cursos sobre a China – com foco em sociedade, cultura, artes e economia – contempla a grade do primeiro quadrimestre de 2021 para aulas online, todas ao vivo, sem gravação, via Zoom. O objetivo dos cursos é trocar ideias com os alunos e ampliar o debate em sala de aula, ainda que esta sala seja virtual. Há uma hora expositiva e meia hora para discussão em cada encontro.

O primeiro curso da série, que começa em 19 de janeiro, trata do cinema chinês. Em quatro aulas, serão debatidos aspectos da produção chinesa, além de serem debatidas três obras – duas ficcionais de diretores chineses e uma documental de realizadores norte-americanos. O curso Para Ver a China tem quatro aulas, assim como todos os demais. O valor é de R$ 300, com desconto de 30% para estudantes. Aqueles que se inscrevem Em mais de um curso têm descontos especiais.

Para se inscrever, basta mandar um email para cursos@radarchina.com.br. Abaixo, a grade de janeiro a abril, bem como os detalhes, a seguir.

  1. Para Ver a China, 4 encontros de 19 de janeiro a 9 de fevereiro, das 19h às 20h30.
    Curso sobre cinema chinês.
  2. China: Sociedade em Perspectiva, 4 encontros de 23 de janeiro a 20 de fevereiro, das 10h às 11h30.
    Curso sobre a China depois das dinastia, numa perspectiva de sua sociedade.
  3. A República Pop da China, de 1º a 10 de fevereiro, 4 encontros das 19h às 20h30.
    Abordagens sobre o consumo pop: arte, obras e marcas a partir do cinema, literatura, arquitetura, artes plásticas e vida urbana.
  4. China – Uma Linha do Tempo, 4 encontros de 22 de fevereiro a 3 de março, das 19h às 20h30.
    Curso sobre a história da China milenar até os dias atuais.
  5. Para Ler a China, 4 encontros de 8 a 17 de março, das 19h às 20h30.
    Curso sobre literatura chinesa.
  6. A Trajetória de Desenvolvimento da China, 4 encontros de 22 a 31 de março, das 19h às 20h30.
    Curso sobre a economia chinesa
  7. Cultura Chinesa, 4 encontros de 5 a 14 de abril, das 19h30.

CONFIRA ABAIXO OS DETALHES DOS CURSOS.
Para as ementas de cada um dos cursos, escreva para cursos@radarchina.com.br

Para Ver a China, de 19 de janeiro a 9 de fevereiro, das 19h às 20h30

O cinema chinês em perspectiva, a partir de olhares de realizadores chineses e estrangeiros. Na primeira aula, 19/01, uma introdução ao cinema chinês, com retrospecto desde o início do cinema feito na China, nos anos de 1920. No segundo encontro, 26/01, discussão sobre o filme To Live, de Zhang Yimou. No terceiro, 2/02, um debate sobre Still Life, de Jia Zhangke. O curso se encerra dia 9/02 com uma discussão sobre American Factory, de Steven Bognar e Julia Reichert.

China: Sociedade em Perspectiva, de 23 de janeiro a 20 de fevereiro, das 10h às 11h30

Neste curso, o aluno será capacitado a discutir a sociedade chinesa a partir de 1911, quando termina a Dinastia Qing (1644-1911), preparando-o para um debate sobre a China contemporânea, seus desafios e principais momentos históricos. Na primeira aula, 23/01, serão debatidos os primeiros anos da República, com destaque para a vida cultural e política de Shanghai nos anos 1920 e 1930, além da Guangzhou como foco da política chinesa no período. No segundo encontro, em 30 de janeiro, o tema são os primeiros anos da República Popular da China até a década de 1990, sempre com foco às mudanças sociais e como a sociedade respondia às mudanças políticas – que incluíram a coletivização, a Revolução Cultural e a abertura – com consequente volta da propriedade privada. A terceira aula, em 6 de fevereiro, é dedicada aos anos 2000, em que a China se abre e se apresenta ao mundo como uma nova potência. A gente dá uma pausa para o carnaval e encerra este curso em 20 de fevereiro com uma análise sobre a última década, em que a China se torna digital e tecnológica e os impactos destes movimentos para a população, agora majoritariamente urbana.

A República Pop da China, de 1º a 10 de fevereiro, das 19h às 20h30.

Para conhecer o que é popular em campos do consumo de arte, cultura e marcas na China este é o caminho mais fácil. Em quatro aulas, serão abordados temas que integram o cotidiano urbano de produção cultural e de consumo. No primeiro encontro, em 1º/02, falaremos sobre literatura e cinema hoje na China. No dia 3/02, os temas são música e fotografia, com os expoentes destas expressões. Na aula de 8/02, conheceremos quem faz artes plásticas e arquitetura na China. O curso se encerra em 10/02 com consumo e estilo de vida da China urbana atual.

China – Uma Linha do Tempo, de 22 de fevereiro a 3 de março, das 19h às 20h30.

Para entender a China hoje é preciso mergulhar em seu passado. Neste curso o aluno será capacitado a discutir as diferentes eras e períodos da história chinesa sob suas implicações políticas e culturais. No primeiro encontro, em 22 de fevereiro, o tema é a China Antiga e o Império do Meio, num recorte que vai de 221 a.C. a 1644, quando se inicia a última dinastia chinesa, a Qing. Neste recorte, se enfatizam a unificação da China e as expansões territoriais ao longo do período dinástico, bem como os modelos de poder em voga. Na aula 2, 24/02, que abrange o período de 1644 a 1949, o foco recai sobre a última dinastia chinesa e a transição para o governo republicano, passando por eventos marcantes como a Guerra do Ópio, que deixou Hong Kong nas mãos inglesas. O terceiro encontro, em 1º de março, é dedicado ao período maoísta, que vai de 1949 a 1977, quando a China vive a sua coletivização, a Revolução Cultural (1966-76) e um dos períodos mais controversos da história recente, com intenso culto à personalidade a Mao Zedong. O curso se encerra em 3 de março com enfoque na abertura, datada de 1978, até os dias atuais.

Para Ler a China, de 8 a 17 de março, das 19h às 20h30.

A literatura chinesa é foco do curso, com obras chinesas e uma de autora estrangeira. Na primeira aula, 8/03, um panorama sobre a literatura chinesa, contando sobre os clássicos e as diferentes épocas da criação literária de ficção na China. No segundo encontro, 10/03, discussão sobre o livro O Garoto do Riquixá, de Lao She, e a literatura pré-maoísta. No terceiro, 15/03, um debate sobre Crônica de um Vendedor de Sangue, de Yu Hua, e a literatura censurada pós Mao. O curso se encerra dia 17/03 com uma discussão sobre A Boa Terra, de Pearl S. Buck, e a literatura de ficção feminina sobre a China. Buck é ganhadora do Nobel de Literatura de 1938 e viveu na China por décadas, sendo testemunha e intérprete de um período de transição.

A Trajetória de Desenvolvimento da China, de 22 a 31 de março, das 19h às 20h30.

O desenvolvimento econômico chinês desenhou a trajetória mais surpreendente dos últimos 45 anos. Para entender este fenômeno, um mergulho nas ferramentas e processos que fizeram da China a segunda maior economia do mundo – prestes a ser a primeira. No primeiro encontro, 22/03, o enfoque está no processo de reforma e abertura, que tem início em 1978, mas que se estende pelos anos seguintes, com reformas importantes também na década de 1990. No segundo encontro, em 24/03, estudaremos o papel do Estado, componente central na política econômica chinesa. Na aula 3, dia 29/03, o foco será o setor privado na China, sua importância e atuação. No último encontro, em 31/03, o encontro será dedicado ao desenvolvimento industrial e tecnológico da China.

Cultura Chinesa, 4 encontros de 5 a 14 de abril, das 19h30

A milenar cultura chinesa é passada em revista em seus aspectos mais profundos, que influenciaram não só gerações e gerações, mas países vizinhos – e até o mundo. Um passeio pelo que há de chinês por aí. O início, dia 5 de abril, é o pensamento chinês. Na segunda aula, em 7 de abril, a temática recai sobre tradições e superstições chinesas. O terceiro encontro, em 12 de abril, tem como tema a língua chinesa e seu sistema de escrita, desde a origem até o simbolismo. No último encontro, dia 14 de abril, discutiremos a influência chinesa pelo mundo, com especial atenção para Japão e Coreia do Sul, parte do cinturão confuciano, como se convencionou chamar a região pelos lastros morais que a une, e para o Brasil, a partir de análises de Gilberto Freyre.

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